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11 de julho de 2012

Lana & broccoli

Devia falar aqui do fantástico concerto que Lana Del Rey deu no Meco e como lhe podia ter beijado os pés se ela se tivesse dignado, qual deusa encantadora, a caminhar mais uns meros 5 metros no corredor da fama, e como tive um fim-de-semana sopimpa de vento, sol e comida, mas a rotina da semana é tramada e parece que isso já lá vai há meses. De qualquer maneira, para quem não acredita que a Lana consegue mesmo cantar, leia este artigo e peça clemência aos céus.

O que queria mesmo era falar sobre os maravilhosos sumos que tenho andado a beber desde segunda-feira e como ainda não vomitei de enjoo. Há muito que o pai da minha filha se tornou adepto de sumos verdes feitos de, como o nome indica, coisas verdes e naturais, espinafres, brócolos, couve e outros legumes que toda a gente gosta de comer crus. Há muito que eu já tinha experimentado com o único resultado de passar a dizer mal dos mesmos sempre que se referia o assunto. Até houve um dia em que tentei beber mais de dois copos num dia, mas passei a manhã com um humorzinho insuportável, cheia de dores de cabeça e com fome, muita fome. Mas depois de muito ler sobre os benefícios dos mesmos, de ter ido à praia e ter constatado que a minha celulite já viu melhores dias e com alguma teoria da conspiração saiba-como-evitar-ter-cancro à mistura, lá sugeri, repito, sugeri, passar a beber os suminhos que tão bem fazem à saúde em vez de começar o dia com cereais cheios de açúcar bons bons só para dar as boas-vindas à família inteira da Sr.ª Celulite.

E eis que já vou no terceiro dia de sumos, saladas e pratos saudáveis, e já me sinto quase pronta para ir fazer as tais análises ao sangue que tenho andado a adiar há seis meses. Quem me vir no meio da rua a beber uma mistela vermelha ("sumos verdes" é uma força de expressão quando se usa beterraba...) com sementes assim a dar para o nojento deve achar estranho. Mas nessas alturas imagino que estou nas ruas de Nova Iorque onde weird=normal. E a mente tem um poder do caneco.

E como não sou fundamentalista, não deixo nenhuma receita. Porque sei que vocês já ficaram de água na boca, ora confessem lá!

15 de fevereiro de 2012

Lana for babies


Quando vamos no carro com a nossa filha de 13 meses, costumamos pôr música infantil. Ela gosta, mexe os bracinhos e fica sempre muito caladinha, o que geralmente é motivo suficiente para aturarmos o CD da Leopoldina do princípio ao fim.
Quando eu vou no carro sozinha com ela nunca ponho música infantil. Ou leva com a Radar ou com um qualquer CD que por lá esteja caído. Ultimamente tem calhado a Lana del Rey, a minha mais recente obsessão.

O resultado é surpreendente. A pirralha fica caladinha, mesmo naquela cadeirinha super-ultra-desconfortável (a cadeira do carro com música infantil é bem mais fofinha e reclinável), e olha pela janela, pensativa... ou lá o que seja. Nas pausas entre as faixas reclama e juro que já a vi mexer os bracinhos ao som da "Radio".

Oh, Lana, cada vez gosto mais de ti.